Mandato presente no X Encontro Nordestino de Cordel em Brasília
29 de maio de 2009
Ainda na noite dessa quinta-feira prestigiamos, no Centro Cultural da Caixa Econômica Federal, a abertura do X Encontro Nordestino de Cordel em Brasília.
Com a presença do Presidente LULA e do Ministro da Cultura Juca Ferreira, de poetas populares, músicos,escritores, editores e cordelistas, o evento marcou a defesa da elaboração de políticas públicas para o Cordel, sobretudo por sua inserção mais ampla nas redes públicas de ensino.
Na ocasião recebemos do poeta Crispiniano Neto, atual Secretário de Cultura do Rio Grande do Norte, amigo de mais de 25 anos de militância político-partidária, sua publicação “ LULA na literatura de Cordel “, reunindo centenas de seus versos ao longo desses anos todos.
Como estamos habituados a escrever cordéis nas sessões de comissões e eventos da Câmara Federal ,a TV Câmara gravou conosco algumas opiniões sobre o Cordel no Brasil e , no final ,nos pediu breves estrofes sobre o uso do Cordel na Educação, quando, então, declamamos o que segue.
O cordel vem do nordeste
Com encanto e alegria
Traz cultura e poesia
Pro povo do centro-oeste
O Cordel é inteligente
De tudo faz uma rima
Bole embaixo, mexe em cima
Ninguém fica indiferente
Quer ver uma revolução
Bote o cordel na escola
Deixe ele entrar feito u´a bola
Ajudando a educação !!!
Mandato prestigia Plano Nacional de Formação de Professores
29 de maio de 2009
Participamos na tarde-noite de ontem, quinta-feira, 28, em Brasília, do lançamento pelo MEC do Plano Nacional de Formação de Professores. O Plano era uma antiga reivindicação das entidades sindicais dos profissionais da educação e dos Conselhos de Secretários Estaduais e Municipais da Educação. Pesquisas recentes publicadas essa semana apontaram um elevado nível de educadores sem formação apropriada para o exercício docente, tanto na educação infantil e fundamental quanto no ensino médio. Nos próximos dias o Ministro da Educação enviará Projeto de Lei sugerindo mudanças na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, LDB, a Lei Federal 9394 de 1996, para que o Plano possa ser implementada em sintonia com a Lei.
O Nordeste desponta como a região com a maior quantidade de professores com formação insuficiente. O Plano será conduzido pelo MEC, pela CAPES, Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal, pelo INEP, Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos Anísio Teixeira, com as Universidades Federais e Estaduais e já aponta uma meta de formação para 300.000 profissionais da educação básica. Segundo o Ministro Fernando Haddad o Brasil já tingiu 4,4 % do PIB em recursos aplicados na educação mas deveria chegar a 7%.
NOSSOS COMENTÁRIOS
O Plano é um ótimo instrumento para a promoção da educação básica de qualidade. Os baixos investimentos em educação, sobretudo na era FHC, produziram aumento da violência entre jovens e adolescentes, maus resultados escolares nas redes públicas, como visto recentemente no ENEM e o expressivo grau de baixa formação nas redes públicas, agora enfrentado pelo Plano de Formação de Professores. Essa realidade precisa ser encarada e, de uma vez por todas, superados os entraves para o pleno financiamento da educação no País.
É preciso duplicar o valor do Piso Salarial Nacional nos próximos quatro anos, endurecer as penalidades às autoridades que aplicam mal e desviam verbas em educação, além de ser urgente o total fortalecimento dos Conselhos Escolares, Conselhos e Conferências Estaduais e Municipais da Educação.
Na imagem, o Ministro Haddad usando da palavra. Presentes também o Governador de Pernambuco, Eduardo Campos e o Reitor da UFPE, Prof. Amaro Lins, atual Presidente da ANDIFES, Associação Nacional Dirigentes das instituições Federais de Ensino Superior, que assinaram os primeiros convênios para a implementação do Plano Nacional de Formação.
Conheça os estragos produzidos na PETROBRAS, pelo governo FHC, visando desnacionalizá-la
28 de maio de 2009
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1993 – Como ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso fez um corte de 52% no orçamento da Petrobrás previsto para o ano de 1994, sem nenhuma fundamentação ou justificativa técnica. Ele teria inviabilizado a empresa se não tivesse estourado o escândalo do orçamento, envolvendo vários parlamentares apelidados de “anões do orçamento”, no Congresso Nacional, assunto que desviou a atenção do País, fazendo com que se esquecessem da Petrobrás. Todavia, isto causou um atraso de cerca de 6 meses na programação da empresa, que teve de mobilizar as suas melhores equipes para rever e repriorizar os projetos integrantes daquele orçamento; 1994 – ainda como ministro da Fazenda, com a ajuda do diretor do Departamento Nacional dos Combustíveis, manipulou a estrutura de preços dos derivados do petróleo, de forma que, nos 6 últimos meses que antecederam o Plano Real, a Petrobrás teve aumentos mensais na sua parcela dos combustíveis em valores 8% abaixo da inflação. Por outro lado, o cartel internacional das distribuidoras de derivados teve aumentos de 32%, acima da inflação, nas suas parcelas. Isto significou uma transferência anual, permanente, de cerca de US$ 3 bilhões do faturamento da Petrobrás, para o cartel dessas distribuidoras. A forma de fazer isto foi através dos 2 aumentos mensais que eram concedidos aos derivados, pelo fato de a Petrobrás comprar o petróleo em dólares, no exterior, e vender no mercado em moeda nacional. Havia uma inflação alta e uma desvalorização diária da nossa moeda. Os dois aumentos repunham parte das perdas que a Petrobrás sofria devido a essa desvalorização. Mais incrível: a Petrobrás vendia os derivados para o cartel e este, além de pagá-la só 30 a 50 dias depois, ainda aplicava esses valores e o valor dos tributos retidos para posterior repasse ao tesouro no mercado financeiro, obtendo daí vultosos ganhos financeiros em face da inflação galopante então presente. Quando o plano Real começou a ser implantado com o objetivo de acabar com a inflação, o cartel reivindicou uma parcela maior nos aumentos porque iria perder aquele duplo e absurdo lucro. 1995 – Em fevereiro, já como presidente, FHC proibiu a ida de funcionários de estatais ao Congresso Nacional para prestar informações aos parlamentares e ajudá-los a exercer seus mandatos com respaldo de informações corretas. Assim, os parlamentares ficaram reféns das manipulações da imprensa comprometida. As informações dadas aos parlamentares no governo de Itamar Franco, como dito acima, haviam impedido a revisão com um claro viés neoliberal da Constituição Federal. Emitiu um decreto, 1403/95 que instituía um órgão de inteligência, o SIAL, Serviço de Informação e apoio Legislativo, com o objetivo de espionar os funcionários de estatais que fossem a Brasília falar com parlamentares. Se descobertos, seriam demitidos. Assim, tendo tempo para me aposentar, solicitei a aposentadoria e fui para Brasília por conta da Associação. Tendo recursos bem menores que a Petrobrás (que, no governo Itamar Franco enviava 15 empregados semanalmente ao Congresso), eu só podia levar mais um aposentado para ajudar no contato com os parlamentares. Um dos nossos dirigentes, Argemiro Pertence, mudou-se para Brasília, às suas expensas, para ajudar nesse trabalho; Também em 1995, FHC deflagrou o contrato e a construção do Gasoduto Bolívia-Brasil, que foi o pior contrato que a Petrobrás assinou em sua história. FHC, como ministro da Fazenda do governo Itamar Franco, funcionou como lobista em favor do gasoduto. Como presidente, suspendeu 15 projetos de hidrelétricas em diversas fases, para tornar o gasoduto irreversível. Este fato, mais tarde, acarretaria o “apagão” no setor elétrico brasileiro. As empresas estrangeiras, comandadas pela Enron e Repsol, donas das reservas de gás naquele país só tinham como mercado o Brasil. Mas a construção do gasoduto era economicamente inviável. A taxa de retorno era de 10% ao ano, enquanto o custo financeiro era de 12% ao ano. Por isto pressionaram o Governo a determinar que Petrobrás assumisse a construção. A empresa foi obrigada a destinar recursos da Bacia de Campos, onde a Taxa de Retorno era de 80%, para investir nesse empreendimento. O contrato foi ruim para o Brasil pelas seguintes razões: mudança da matriz energética para pior, mais suja; ficar dependente de insumo externo dominado por corporações internacionais, com o preço atrelado ao do petróleo e valorada em moeda forte; foi ruim para a Bolívia que só recebia 18% pela entrega de uma de suas últimas riquezas, a mais significativa. Evo Morales elevou essa participação para 80% (a média mundial de participação dos países exportadores é de 84%) e todas as empresas aceitaram de bom grado. E foi péssimo para a Petrobrás que, além de tudo, foi obrigada a assinar uma cláusula de “Take or Pay”, ou seja, comprando ou não a quantidade contratada, ela pagaria por ela. Assim, por mais de 10 anos, pagou por cerca de 10 milhões de metros cúbicos sem conseguir vender o gás no mercado nacional. Em 1995, o governo, faltando com o compromisso assinado com a categoria, levou os petroleiros à greve, com o firme propósito de fragilizar o sindicalismo brasileiro e a sua resistência às privatizações que pretendia fazer. Havia sido assinado um acordo de aumento de salário de 13%, que foi cancelado sob a alegação de que o presidente da Petrobrás não o havia assinado. Mas o acordo foi assinado pelo então Ministro das Minas e Energia, Delcídio Amaral, pelo representante do presidente da Petrobrás e pelo Ministro da Fazenda, Ciro Gomes. Além disto, o acordo foi assinado a partir de uma proposta apresentada pelo presidente da Petrobrás. Enfim, foi deflagrada a greve, após muita provocação, inclusive do Ministro do TST, Almir Pazzianoto, que disse que os petroleiros estavam sendo feitos de palhaços. FHC reprimiu a greve fortemente, com tropas do exercito nas refinarias, para acirrar os ânimos. Mas deixou as distribuidoras multinacionais de gás e combustíveis sonegarem os produtos, pondo a culpa da escassez deles nos petroleiros. No fim, elas levaram 28% de aumento, enquanto os petroleiros perderam até o aumento de 13% já pactuado e assinado. No balanço final da greve, que durou mais de 30 dias, o TST estabeleceu uma multa pesada que inviabilizou a continuação da luta dos sindicatos. Por ser o segundo maior e mais forte sindicato de trabalhadores brasileiros, esse desfecho arrasador inibiu todos os demais sindicatos do país a lutar por seus direitos. E muito menos por qualquer causa em defesa da Soberania Nacional. Era a estratégia de Fernando Henrique para obter caminho livre e sangrar gravemente o patrimônio brasileiro. 1995 – O mesmo Fernando Henrique comandou o processo de mudança constitucional para efetivar cinco alterações profundas na Constituição Federal de 1988, na sua Ordem Econômica, incluindo a quebra do monopólio Estatal do Petróleo, através de pressões, liberação de emendas dos parlamentares, barganhas e chantagens com os parlamentares (o começo do “mensalão” – compra de votos de parlamentares com dinheiro desviado do erário público). Manteve o presidente da Petrobrás, Joel Rennó que, no governo Itamar Franco, chegou a fazer carta ao Congresso Nacional defendendo a manutenção do monopólio estatal do petróleo, mas que, no governo FHC, passou a defensor empedernido da sua quebra.
1996 – Fernando Henrique enviou o Projeto de Lei que, sob as mesmas manobras já citadas, se transformou na Lei 9478/97. Esta Lei contem artigos conflitantes entre si e com a Constituição Brasileira. Os artigos 3º, 4º e 21, seguindo a Constituição, estabelecem que as jazidas de petróleo e o produto da sua lavra, em todo o território Nacional (parte terrestre e marítima, incluído o mar territorial de 200 milhas e a zona economicamente exclusiva) pertencem à União Federal. Ocorre que, pelo seu artigo 26 — fruto da atuação do lobby sobre uma brecha deixada pelo Projeto de Lei de FHC — efetivou a quebra do Monopólio, ferindo os artigos acima citados, além do artigo 177 da Constituição Federal que, embora alterada, manteve o monopólio da União sobre o petróleo. Esse artigo 26 confere a propriedade do petróleo a quem o produzir. Tentamos corrigir esse absurdo através de uma Ação de Inconstitucionalidade (ADI) assinada pelo Governador do Paraná, Roberto Requião em 2003 (ver pagina 15). E insisto em dizer que é fundamental que a propriedade seja da União, portanto do povo brasileiro, impondo ao governo estratégias que confiram maior proveito da exportação petrolífera — através de contrapartidas necessárias — além do controle da produção que privilegie, inteligentemente, os interesses do país. 1997 – Fernando Henrique criou a Agência Nacional do Petróleo e nomeou o genro, David Zylberstajn, que havia se notabilizado como Secretário de Minas e Energia do Estado de São Paulo desnacionalizando várias empresas de energia por preços irrisórios, inclusive a Eletropaulo, vendida para a empresa americana AES que, para essa compra, lançou mão de um empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES e não pagou. Cabe salientar que, dos recursos do BNDES, 50% são originários do FAT – Fundo de Amparo ao Trabalhador e foram emprestados a empresas estrangeiras para comprar empresas nacionais, que demitiram, em média, 30% dos trabalhadores. Ou seja, o Fundo de Amparo aos trabalhadores foi usado para desempregar os trabalhadores. Zylberstajn, no ato de sua posse, com o auditório cheio de empresas estrangeiras ou de seus representantes bradou: “O petróleo agora é vosso”. Empossado, iniciou os leilões de áreas, já com alguma pesquisa já feita pela Petrobrás, com tal avidez entreguista que os blocos licitados tinham áreas 220 vezes maiores do que a dos blocos licitados no Golfo do México;
Zylberstajn, inicialmente, mandou que a Petrobrás escolhesse 10% das áreas sedimentares, de possível ocorrência de hidrocarbonetos, nas 29 províncias onde ela já havia pesquisado, para continuar explorando por mais 3 anos, quando, se não achasse petróleo, teria que devolvê-las à ANP. Depois de 6 meses de exaustivos estudos, a Petrobrás escolheu as áreas que queria. Surpreendentemente, Zylberstajn, aproveitando que a atenção do país estava voltada para a Copa do Mundo de futebol, em realização na França, retomou 30% dessas áreas que a Petrobrás havia escolhido, sob rigorosos critérios técnicos, pelos seus especialistas. Assim, a Petrobrás passou a ter direito de explorar apenas 7% do total das rochas sedimentares brasileiras. Esse prazo de 3 anos se mostrou inviável e foi estendido para 5 anos. Nós publicamos informativos mostrando que as multinacionais tinham 8 anos de prazo contra os 3 da Petrobrás. 1998, a Petrobrás é impedida pelo governo FHC de obter empréstimos no exterior para tocar seus projetos — a juros de 6% a/a —, e de emitir debêntures que visavam à obtenção de recursos para os seus investimentos; Cria o REPETRO, através do decreto 3161/98, que libera as empresas estrangeiras do pagamento de impostos pelos seus produtos importados. Mas sem, contudo, dar a contrapartida às empresas nacionais. Isto, somado à abertura do mercado nacional iniciada por Fernando Collor, liquidou as 5.000 empresas fornecedoras de equipamentos para a Petrobrás, gerando desemprego e perda de tecnologias brutais para o País. Essas empresas haviam sido criadas através do repasse de tecnologia que a Petrobrás gerava ou absorvia. A presença do fornecedor nacional facilitava em muito a operação da empresa. Ainda em 1998, seis empresas multinacionais (duas delas comandaram a privatização da YPF Argentina – Merryl Linch e Gaffney Cline) passaram a ocupar o 12º andar do prédio da Petrobrás (Edise) para examinar minuciosamente todos os dados da Companhia, sob o argumento de que se tratava de uma avaliação dos dados técnicos e econômicos necessários à venda de ações da Empresa, em poder do governo. Durante dois anos, essas empresas receberam todas as informações que quiseram dos gerentes da Petrobrás, inclusive as mais confidenciais e estratégicas, de todas as áreas. Reviraram as entranhas da Companhia, de uma forma jamais realizada em qualquer empresa que aliene suas ações. 1999 – Muda-se o estatuto da Petrobrás com três finalidades: 1) permitir que estrangeiros possam ser presidentes da empresa (Philipe Reichstul); 2) permitir a venda de ações para estrangeiros e 3) retirar os diretores da empresa do Conselho de Administração, colocando em seu lugar representantes do sistema Financeiro Internacional, como Jorge Gerdau Johannpeter (comandante do lobby para a quebra do Monopólio), Roberto Heiss, Paulo Haddad e outros; Reichstul inicia o mandato cancelando atabalhoadamente (propositalmente?) o contrato da empresa Marítima — de fornecimento de 6 plataformas para perfuração exploratória — um mês antes dela incorrer numa grave inadimplência. O cancelamento salvou a Marítima de pesadas multas e ainda deu a ela argumentos para processar a Petrobrás, pedindo R$ 2 bilhões de indenização pelo incrível cancelamento. Ganhou em primeira instância; Reichstul viaja aos EUA com o ex-jogador Pelé e, juntos, fazem propaganda do lançamento e venda de ações da Petrobrás em Wall Street; o Governo vende, então, 20% do capital total da Petrobrás, que estavam em seu poder. Posteriormente, mais 16% foram vendidos pelo irrisório valor total de US$ 5 bilhões. Como a “Ação Direta de Inconstitucionalidade” da AEPET, contra o artigo 26, já mencionado, assinada pelo governador Roberto Requião (Paraná) foi derrubada, e a Petrobrás é dona das reservas, em detrimento da União, esses acionistas incorporaram ao seu patrimônio um acervo de 10 bilhões de barris – 36% de 30 bilhões de barris nas mãos da Petrobrás (incluindo 16 bilhões do pré-sal, já cubados) – os quais, pela Constituição pertencem à União. Como, agora, estamos no limiar do pico de produção mundial, o barril de petróleo, em queda temporária, vai ultrapassar os US$ 100, esse patrimônio transferido, gratuitamente, valerá mais de US$ 1 trilhão. Considerando que já existiam no mercado cerca de 20% das ações em mãos de testas de ferro, o governo, hoje, detém 54% das ações com direito a voto, mas apenas 40% do capital total da Petrobrás (antes das mudanças o governo detinha 87% do capital total da Companhia). O poder dos novos e felizardos acionistas de Wall Street os levam a exigir da Petrobrás a quitação dos débitos que a Companhia tem com o Fundo de Pensão (Petros), de preferência pelo menor preço possível. Reichstul usa R$ 8 bilhões em títulos de longuíssimo prazo do governo (NTN tipo B, recebidos na privatização das subsidiárias da Companhia – prazos de 23 e 32 anos) e quita a dívida, financeiramente, mas não atuarialmente, pelo valor de face dos títulos. A Petrobrás contabiliza a saída dos títulos por R$ 1,8 bilhão e o Fundo de Pensão os recebe por R$ 8 bilhões; Reichstul dobra o salário dos gerentes da Petrobrás, amplia o número deles e lhes dá poderes ilimitados para contratar empresas e pessoas. Ganha com isto o apoio para fazer todos as falcatruas que planejava. Desmonta a competente equipe de planejamento da Petrobrás e contrata, sem concorrência, a Arthur De Little, empresa americana, presidida pelo seu amigo Paulo Absten para comandar o planejamento estratégico da Companhia. Isto resulta numa série de desastres consecutivos. Entre eles, a compra de ativos obsoletos na Argentina, na Bolívia e em outros países. Os gerentes – cooptados — se fartam de contratar empresas e pessoas, sem controle. A terceirização atinge o estrondoso absurdo de 120.000 contratados, com nepotismo e corrupção, enquanto os empregados efetivos caem de 60.000 para cerca de 30.000, seguindo a estratégia aplicada na Argentina, de enxugar para desnacionalizar. Abre-se acesso às entranhas da empresa para pessoas alocadas por empreiteiras e concorrentes estrangeiras. Reichstul tenta mudar o nome da empresa para Petrobrax para facilitar a pronúncia dos futuros compradores estrangeiros. Causa uma reação de indignação nacional e recua. Mas segue a sua meta desnacionalizante e divide a empresa em 40 unidades de negócio, seguindo a proposta do Credit Suisse First Boston, apresentada ao Governo Collor, para a desnacionalização da Companhia. Pulveriza as equipes técnicas, desmantelando a tecnologia da empresa e preparando para, através do artigo 64 da Lei 9478/97, transformar cada unidade de negócio em subsidiaria e privatizá-las, como iniciou fazendo com a Refinaria do Rio Grande do Sul, a Refap. Essa privatização foi feita através de uma troca de ativos com a Repsol Argentina (pertencente ao Banco Santander, braço do Royal Scotland Bank Co), onde a Petrobrás deu ativos no valor de US$ 500 bilhões, — que avaliamos em 2 bilhões — e recebeu ativos no valor de 500 milhões, os quais, dois dias depois, com a crise da Argentina passaram a valer US$ 170 milhões. A avaliação dos ativos foi feita pelo banco Morgan Stanley, do qual Francisco Gros era diretor, acumulando, desde o inicio da gestão Reichstul, o cargo de membro do Conselho de Administração da Petrobrás. Gros, segundo sua biografia publicada pela Fundação Getulio Vargas, veio para o Brasil, como diretor do Morgan Stanley para assessorar as multinacionais no processo de privatização. Através de sindicalistas do Rio Grande do Sul entramos com uma ação judicial na qual ganhamos a liminar, cassada, mas que interrompeu esse processo de desnacionalização. A gestão Reichstul levou a empresa a um nível de acidentes sem precedentes na sua história: 62 acidentes graves — em dois anos — contra a série histórica de 17 acidentes em 23 anos (1975 a 1998), segundo relatório publicado pelo Conselho Regional de Engenharia do Estado do Paraná Nós pedimos investigação de sabotagem aos vários órgãos de segurança: Polícia Federal, Marinha, Procuradoria Federal. Não investigaram, mas os acidentes cessaram. 2001, Reichstul, Desgastado, dá lugar a Francisco Gros que, ao assumir a presidência da Petrobrás, num discurso em Houston, EUA, declara que, na sua gestão, “a Petrobrás passará de estatal para empresa privada, totalmente desnacionalizada”; compra 51% da Pecom Argentina, por US$ 1,1 bilhão, embora a dita empresa tenha declarado, publicamente, um déficit de US$ 1,5 bilhão; cria um sistema para mascarar acidentes nos quais os acidentados não os possam reportar; tenta implantar um plano de Benefício Definido no Fundo de pensão – Petros. Faz, ainda, um contrato de construção de duas plataformas com a Halliburton, com uma negociação obscura, sem concorrentes, que resulta, além de um emprego maciço de mão-de-obra estrangeira, em dois atrasos superiores a um ano e meio. Estes atrasos fizeram com que, pela primeira vez na história da empresa, houvesse uma queda de produção, fato ocorrido em novembro de 2004. Apesar desses atrasos, a Halliburton não pagou multa e ainda ganhou cerca de US$ 500 milhões de adicionais da Petrobrás, em tribunal americano; Com a eleição de Lula para a presidência da república, antes da sua posse, houve uma renegociação em massa dos contratos de serviço em andamento, com novos prazos, superiores a 4 anos, de forma a criar uma blindagem ao novo governo, impedindo as reanálises, renegociações ou revogações dos contratos feitos sem concorrência, incluindo empresas ligadas aos amigos de alguns gerentes do governo FHC; CONTINUIDADE NO GOVERNO LULA Em 2003, o Presidente Lula substitui parte dos diretores da Petrobrás, mas mantém todo o segundo escalão da administração anterior. Este grupo, formando o “Comitê de Negócios”, continua ditando as regras e impedindo as modificações necessárias para restaurar a Empresa. Durante o governo de transição FHC – Lula, estivemos com a então futura Ministra Dilma Roussef, que nos perguntou sobre como acabar com o 5º leilão de áreas petrolíferas. Respondemos que não havia como interrompê-lo, dado o estágio avançado do leilão. Sugerimos que ela envidasse esforços na eliminação dos leilões seguintes e ela respondeu que isto era ponto pacífico no governo Lula. Um mês depois, emitiu uma resolução em nome do Conselho Nacional de Política Energética, a de número 8, mandando prosseguir com as licitações usando argumentos infundados. Era a plástica ideológica para se viabilizar, perante o “mercado”, como candidata a presidente do Brasil. A plástica facial veio depois, em 2008, para agradar, melhorando a imagem, e conquistar os eleitores. O Governo prossegue intervindo na questão petróleo e ordena que a Petrobrás devolva à ANP parte do Bloco BC-60 onde a Companhia havia encontrado 2 bilhões de barris de petróleo e que – pela Lei – deveria continuar com ela. Veio o 6º leilão e a Petrobrás perdeu esta área para a Empresa americana DEVON, devido a um artifício do edital propositalmente subjetivo elaborado pela ANP. Era dado um peso de 40% no conteúdo de compras no mercado nacional como critério de avaliação do leilão. Alertamos a ANP que uma empresa sem escrúpulos poderia superestimar esse conteúdo. A ANP prosseguiu o leilão e a DEVON, devido a artifício do Edital propositadamente introduzido pela ANP, ganhou, pagando menos do que a Petrobrás ofertou, porque propôs comprar 80% no mercado nacional. Esse percentual era inviável. AEPET ingressou na Justiça. Na questão previdenciária, por determinação do sistema financeiro internacional (SFI), o governo ordena à Petrobrás a implantação de um plano tipo Contribuição Definida (CD), em lugar do plano de Benefício Definido (BD) em vigor na fundação de previdência privada de seus empregados (Petros). A Petrobrás garantia o plano BD. O SFI, que já adquirira 40% das ações da Petrobrás, não queria e nem quer correr qualquer risco, nem ter compromisso algum com os empregados. Outro fato relevante é que o plano CD jogaria os recursos arrecadados na ciranda financeira, e, com isto, as empresas seguradoras americanas captariam recursos nacionais para cobrir o rombo de mais US$ 300 bilhões dos fundos do tipo CD americanos. (Fontes: Le Monde e New York Times) 2003, ponto positivo: o novo diretor de Exploração e Produção (E&P) faz um esforço exploratório para perfurar as áreas que seriam devolvidas à ANP, em agosto de 2003. O diretor anterior vinha postergando essas providências para, propositalmente, entregar as áreas para leilão. De janeiro a agosto, o E&P descobre 5,6 bilhões de barris (50% da reserva do País) e impede a devolução dessas áreas para leilão. O esforço também ajudou à descoberta, em 2007, do campo de Tupi e o pré-sal.
AÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE –ADI Quando, em 1997 foi aprovada a Lei 9478/97, consultamos vários constitucionalistas sobre a inconstitucionalidade do seu artigo 26 que dava a propriedade do petróleo a quem produzisse, enquanto a Constituição Federal dizia que ele era monopólio da União. Mas esses mesmos juristas diziam que esperássemos um momento mais oportuno, porque o presidente Fernando Henrique contava com o voto favorável de 8 dos 11 ministros do Supremo tribunal Federal. Em 2003, tendo o Governo Lula mudado 4 dos 11 ministros do STF, a AEPET entrou com a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) do referido artigo 26, através do governador Roberto Requião. Esperava-se que o governo, agora, aproveitasse o pretexto para rever os estragos de FHC. Ledo engano. Tendo sido acolhida a ADI pelo Ministro Ayres de Britto, que inclusive concedeu provimento a uma ação cautelar que suspendia o 6º leilão de áreas petrolíferas, fomos surpreendidos com o mandato de segurança do governo, através da Advocacia Geral da União, que derrubou na calada da noite, através de ato monocrático do presidente do STF, Nelson Jobim, a cautelar concedida pelo ministro Ayres de Britto; Obtivemos um voto magistral do Relator, ministro Ayres de Brito e, em seguida, do Ministro Marco Aurélio Mello, favoráveis à ADI. A partir daí, entrou em campo o mesmo lobby que “convencera” o Congresso Nacional a quebrar o Monopólio Estatal, agora para “convencer” os Ministros do Supremo Tribunal Federal a derrubar a ADI. Assim, tivemos 7 votos lamentáveis, pela sua mediocridade, contrários ao interesse e à Soberania Nacional. Os sete votos contrários foram fraquíssimos em termos de fundamentação. O próprio presidente do STF, Ministro Nelson Jobim, desmoralizou 5 desses sete votos contrários à ADI, por estarem baseados em premissas falsas. Desses, o voto menos pior foi o do Ministro Sepúlveda Pertence que declarou: “quando jovem, pixei muros pelo petróleo é nosso. Agora, o legislador mudou de idéia¨. Se o Ministro tivesse lido os artigos 3º, 4º e 21 da própria Lei, veria que o legislador não mudou de idéia, mas o lobby é que mudou as idéias do legislador, só no artigo 26, e também as dos ministros do STF. Outro fato lamentável foi o posicionamento do Advogado Geral da União, seguindo orientação do Governo. Para defender a derrubada da ADI, o advogado argumentou que as empresas estrangeiras haviam investido muito e se ela fosse aceita o risco Brasil aumentaria. Ou seja, ele votou a favor do “Mercado” e contra o interesse nacional, contrariando a Constituição Federal que defende o interesse coletivo em detrimento do individual. Posicionamento similar teve o Procurador Geral da República, que tinha obrigação de ser mais independente. Na sequência dos episódios, o governo nomeia o ex-deputado Haroldo Lima, filiado ao PCdoB, para a direção da ANP. Tradicional defensor da soberania nacional e do monopólio estatal do Petróleo, Haroldo, em um mês, dá uma guinada de 180º e passa a lobista das transnacionais, defendendo os leilões das áreas petrolíferas com argumentos falaciosos. Em 2006, o governo manda a Petrobrás fazer parceria no Campo de Mexilhão (o maior e melhor campo de gás já descoberto) com a Repsol – a mesma que deu um rombo de US$ 2 bilhões na Petrobrás com a troca de ativos em 2001, cumprindo determinação de dividir a empresa em unidades de negocio para viabilizar a sua privatização. Questionamos severamente o Diretor de Exploração e Produção sobre esta entrega. Alegava ele, entre outros argumentos, que a Repsol tinha experiência em comercialização de gás. Como sabemos que esse diretor é um nacionalista, ficou-nos evidente que a pressão dos lobbies era e é muito forte. Chegamos a ponderar com ele: “sendo o gás natural, sob novas tecnologias, conversível em diesel da melhor qualidade, as empresas transnacionais consideram o gás o combustível do século XXI. Portanto, é uma insanidade essa doação para a Repsol”. Os argumentos do diretor foram pífios e o repreendemos fortemente. Mais tarde, Mexilhão teve reduzidas suas perspectivas e acabou ficando só com a Petrobrás. Mais uma vez, a Repsol, braço do capital Anglo-saxão, fez suas investidas na América Latina. Quase teve sucesso, mais uma vez. Fonte: Fernando Siqueira, presidente da AEPET. |
Frente Parlamentar quer votar projetos anticorrupção
28 de maio de 2009
Depois de uma sucessão de escândalos no Congresso Nacional e no Senado, com a má utilização das verbas rescisórias e de gabinete, cessão de apartamentos funcionais, celulares, passagens aéreas internacionais para parentes e mais inúmeros episódios de corrupção, a opinião pública percebe que o cenário anti-ético está por toda parte. Mas o que o eleitor deve está se perguntando é: o que os deputados e senadores estão fazendo para modificar essa realidade ?
Paulo Rubem, que coordena a Frente Parlamentar de Combate à Corrupção disse que a Câmara não pode apenas depender do surgimento de escândalos para combater a corrupção. Ele afirma que entregou ao presidente da Câmara, Michel Temer, uma lista de 20 projetos e emendas à Constituição que tratam direta e indiretamente do combate à corrupção. Tudo ainda continua engavetado, com alguns aprovados pela Comissão de Constituição e Justiça.
O parlamentar enfatizou que a Câmara tem que tratar o combate à corrupção de maneira estrutural. “A Câmara trata do tema em pulos. Tem um problema, aí ela toma algumas decisões e nada é resolvido dessa forma.”
A Frente é apoiada pela Associação de Magistrados do Brasil e Confederação Nacional dos Membros do Ministério Público. Na próxima reunião da Frente serão selecionados 20 projetos sobre o tema. Citou em especial a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 78/2007, de sua autoria. Se aprovada ela mexe com a imunidade parlamentar. Senadores e deputados passariam a ser processados pelo Supremo Tribunal Federal só em casos específicos referentes ao mandato parlamentar. Eventuais crimes cometidos antes da posse no parlamento ou aqueles que não estão relacionados com o mandato, – crimes fiscais, corrupção e homicídios, por exemplo – seriam levados aos juízes de primeira instância.
Outra proposta importante é o projeto que acaba com as prerrogativas dos governadores de nomear os procurados-gerais de justiça dos estados e membros dos tribunais de contas. Eles seriam escolhidos pelos membros dos ministérios públicos e pelos auditores fiscais de carreira, respectivamente.
O Projeto da Transparência, que altera a Lei de Responsabilidade Fiscal, onde todos os gastos, os serviços contratados pelo poder público, sejam levados à internet, inclusive com publicação de todas as notas fiscais.
Frente Parlamentar pressiona mesa diretora
para aprovar campanha anticorrupção na Câmara
A Frente Parlamentar de Combate à Corrupção pressionou, o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), para lançar uma campanha de moralização do uso do dinheiro público para a população. A peça publicitária “A corrupção deixa marcas” está pronta há dois anos e apenas espera a aprovação da Mesa Diretora para ser lançada.
Desenvolvida a custo zero pela Secretaria de Comunicação da Câmara, a campanha tem por objetivo promover uma mobilização nacional contra a prática da corrupção. A proposta prevê o envolvimento dos órgãos de comunicação da Casa (Agência Câmara, Rádio Câmara, TV Câmara), TVs das assembleias estaduais, TV Justiça, TV Sesc, TV Sindilegis e Sistema Radiobrás.
Conheça tópicos das propostas apresentadas por Paulo Rubem
1 – PEC 78 / 2007 – Imunidade Parlamentar –Estabelece que os Deputados e Senadores serão processados e julgados pelo Supremo Tribunal a partir da posse e nos casos relacionados com o exercício do mandato. Altera a Constituição Federal de 1988.
2 – PLP 21/2007 – Projeto de Lei Complementar (PLP) – Emendas ao Orçamento da União – Veda transferências voluntárias provenientes de emendas parlamentares, quando destinadas a entidades privadas sob controle ou gestão de parentes de parlamentares.
3 – PLP 20 / 2007 – Parentes de corruptos inelegíveis – Torna inelegível o cônjuge ou parente até segundo grau ou por adoção do condenado criminalmente, com sentença transitada em julgado.
4 – PL 379 / 2007 –Corrupção é crime hediondo - Agrava a pena para o agente que pratica crime de corrupção ativa e passiva, trazendo prejuízo aos órgãos encarregados da saúde, educação, alimentação, medicamentos, saneamento básico, abastecimento de água e controle de resíduos sólidos; tipifica tais fraudes como crime hediondo, aumenta a penalidade para prática de atos de improbidade.
5 – PL 398 / 2007 – Declaração de origem de recursos – Obriga a apresentação da origem dos recursos utilizados na constituição empresas ou realização de atividades empresariais, bem como assegura, ao Poder Público, o direito de requerer comprovações adicionais.
6 – PLP – 71/ 2007 –TCU tem acesso ao sigilo fiscal – Estende ao TCU a prerrogativa de requerer informações decorrentes da quebra de sigilo bancário.
7 – PL – 3670 / 2004 – Crime contra a ordem tributária – Qualifica os crimes contra a ordem tributária em crimes formais ou de meia conduta, revogando a extinção da punibilidade e a necessidade de decisão final para remessa de representação fiscal do Ministério Público.
O que é a Frente Parlamentar
A Frente Parlamentar de Combate à Corrupção é uma associação suprapartidária constituída de pelo menos um terço de membros do Poder Legislativo Federal, destinada a promover o aprimoramento da legislação federal sobre determinado setor da sociedade.
Foi criada em 2004, com a finalidade de defender a ética na administração pública, através do aprimoramento das leis e das práticas de fiscalização externa e de controle social, visando o combate à corrupção. Promove estudos e pesquisas, realiza eventos e ações institucionais com o objetivo de elaborar propostas de combate à corrupção.
PDT reúne especialistas e debate Petrobras e o “Pré-Sal”
28 de maio de 2009
Um grande evento. Um evento importantíssimo para os rumos do País, da Petrobras e da soberania nacional. Assim foi o Seminário intitulado ” O PRÉ- SAL É NOSSO “,realizado na manhã dessa quarta-feira e começo de tarde, no Auditório principal da TV Câmara, na Câmara dos Deputados. O evento foi coordenado por nós, mediante indicação da Liderança do PDT .
Reunindo especialistas com sólida formação acadêmica, experiência no setor de petróleo e participação na Consultoria da Câmara Federal, o PDT trouxe ao debate as questões mais importantes sobre esse assunto.
O Dr. JOÃO VITOR, Geólogo Prospeccionista, Diretor da Associação dos Engenheiros da Petrobras, AEPET,expôs com longa e detalhada sucessão de imagens, como se formou a camada do Pré-Sal e quais são suas características geológicas e expectativas produtivas. Lembrou que em 44 anos a PETROBRAS produziu petróleo, conhecimentos, gerou riquezas e inovou em tecnologias, como o recorde obtido pela exploração em lâminas de águas profundas no oceano atlântico. Tudo isso mediante a afirmação do monopólio da exploração definida pela Lei 2004 de 1943.
O Engenheiro FERNANDO SIQUEIRA, atual Presidente da AEPET, recuperou o processo de modificação do monopólio da exploração estatal, definido desde 1943 com a Lei 2004 e alterado em 1997 pela Lei 9478, Lei das Concessões. Através dessa lei , até hoje, leilões são realizados e áreas para a exploração do petróleo são entregues a empresas privadas, que atuam sozinhas ou com a Petrobras, visando a prospecção e posterior exportação do petróleo encontrado, propriedade das empresas concessionárias. SIQUEIRA destacou o caráter estratégico das reservas do Pré-Sal e enfatizou a necessidade dessas riquezas serem preservadas como patrimônio do povo brasileiro.
O Consultor da Câmara Federal, Dr. PAULO CESAR RIBEIRO DE LIMA, expôs em detalhes a extensão de toda a área do Pré-Sal e mostrou os locais onde se encontram os atuais poços de exploração na área. Foi enfático na defesa de uma reestruturação da PETROBRAS por considerá-la, hoje, como empresa de economia mista, inclusive com a participação de capitais estrangeiros, uma empresa distanciada de seu carater autenticamente nacional. Propôs a criação de uma espécie de “Serviço Geológico Brasileiro”, autônomo em relação à ANP – Agência Nacional de petróleo, por considerar que essas informações não devem pertencer a um orgão regulador e sim ao patrimônio científico nacional. Entende PAULO CESAR que a questão da nacionalização completa da PETROBRAS tem um forte carater ideológico e que essa será uma luta de grande impacto no País.
A exposição do Engenheiro ILDO SAUER, ex-Diretor da PETROBRAS e Professor do Instituto de Energia da USP, será disponibilizada posteriormente em nosso site pois durante sua apresentação fomos obrigados a deixar a Mesa de Debates por 20 minutos em função da votação de projetos na Comissão de Educação e Cultura da Cânmara Federal, o que ocorreu no mesmo instante em que se realizou o Seminário.
Registramos apenas que na fase dos debates, quando já havíamos retornado à condução dos trabalhos, o Prof. SAUER informou que o governo do Presidente LULA sabia, antes mesmo do anúncio da descoberta do Pré-Sal pelo Diretor da ANP, Haroldo Lima, que a PETROBRAS havia obtido resultado positivo em suas intervenções em busca daquelas reservas. Segundo ele houve muitas pressões para que os leilões previstos para os lotes no Pré-Sal fossem mantidos, o que, finalmente, não aconteceu, tendo sido, enfim, suspensos aqueles leilões, com divergências verificadas dentro do próprio governo sobre esse assunto.
O Conferencista PAULO METRI expôs em detalhes as alterações feitas na legislação para viabilizar a quebra do monopólio, destacando as Ações de Inconstitucionalidade levadas ao Supremo Tribunal Federal frente à vigência da Lei 9478 de 1998. Expôs de forma didática, com imagens relacionando a estatura de um homem adulto a determinados volumes de recursos em dólares, comparando, por fim, essa figura humana com a massa estimada de US$ 5 trilhões de dólares relativa ao lucro a ser obtido com a exploração do Pré-Sal. Nessa comparação um homem adulto em pé é apenas um pequeno ponto ao lado de dois andares de volumes assemelhados à figura de um colchão de casal.
O debate será editado e exibido pela TV Câmara. Cópias em DVD serão disponibilizadas pelo PDT e por nosso mandato. Pretendemos exibi-las nas Universidades, Associações de Moradores, entidades sindicais e comunidades. O mandato produzirá um Caderno de Textos, com a colaboração desses e de outros especialistas, para ser distribuídos já a partir da próxima semana.
Para vários dos debatedores a ANP foi capturada pelas pressões privadas interessadas em participar da exploração de nossas riquezas e a proposta de CPI para a Petrobras visa atingi-la e dificultar as necessárias alterações que precisam ser feitas, a partir de agora, no marco regulatório para o petróleo.
O debate foi prestigiado pelo Senador Cristovam Buarque (PDT-DF), pelo Secretário Geral Nacional do partido, o companheiro Manoel Dias, de Santa Catarina, pelos Deputados Vieira da Cunha ( PDT-RS), Fernando Chiarelli ( PDT-SP) e encerrado pelo Líder Brizola Neto ( PDT-RJ).
Já estamos agendando com os especialistas que hoje estiveram no Seminário novas rodadas de debates, das quais, a próxima, deverá ocorrer em Recife ainda antes do recesso parlamentar de julho.
Mais detalhes e informações sobre o tema do Seminário e sobre os debates poderão ser obtidos no site da Associação dos Engenheiros da Petrobras, www.aepet.org.br, neste site e no site do PDT, www.pdt.org.br . Na imagen junto a esse texto veja a Mesa do Debate e na galeria de fotos a serem disponibilizadas a partir desse dia 28, mais registros do evento.
Mandato conversa com o Economista José Carlos de Assis e formula estratégias frente à crise
27 de maio de 2009
Na tarde dessa quarta-feira recebemos em nosso gabinete a visita do Professor, Jornalista e Economista José Carlos de Assis ( foto em anexo ).
O Economista tem vários livros escritos, é Mestre ( com a tese “ Trabalho como Direito”, em 2002 ) e Doutor ( com a Tese “Moeda, Soberania e Trabalho” ) em Economia.
Atualmente é Professor Titular de Economia Internacional da Universidade Estadual da Paraíba, cedido ao BNDES como Assessor da Presidência.
Em nosso diálogo debatemos a crise atual, as questões da economia bancária e financeira, além dos aspectos relacionados com a remuneração dos títulos da dívida pública.
O professor, que segue dia 20 de junho para os Estados Unidos, onde fará Conferência em evento internacional sobre a Economia, a Crise e as Alternativas para a geração de empregos, nos convidou para participarmos desse evento, sugerindo ainda uma nova rodada de diálogo com outros economistas no Rio de Janeiro, no começo de junho, para que possam ser elaboradas pelo PDT propostas legislativas de maior e mais profundo enfrentamento da crise no Brasil.
José Carlos de Assis nos presenteou com seu último livro , intitulado “A Crise da Globalização”, publicado pela MECS EDitora, do Rio de Janeiro.
Semana de 13 a 26 de maio
27 de maio de 2009
Deputado(a): PAULO RUBEM SANTIAGO – PDT/PE
Período: 13/05/2009 a 26/05/2009
PROJETOS DE LEI E OUTRAS PROPOSIÇÕES APRESENTADAS
| Data | Proposição |
| 20/05/09 | EMC 1/2009 PEC00307 => PEC 3/2007 - Altera o inciso XII do art. 93 da Constituição Federal. |
| 20/05/09 | INC 4106/2009 - Sugere ao Ministro da Educação e ao Reitor da UNIVASF, o adiamento da adoção da obrigatoriedade do ENEM no processo de vestibular 2009, da Universidade Federal do Vale do São Francisco – UNIVASF. |
| 20/05/09 | REQ 58/2009 CDHM - Requerem, nos termos do artigo 52, § 5º, do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, incluir, na Ordem do Dia da presente reuniâo, o Requerimento de nº 59, de autoria do Deputado Luiz Couto. |
DISCURSOS PROFERIDOS
VOTAÇÕES
| Data | Proposição | Frequência na sessão | Voto |
| 13/05/09 | MPV Nº 458/2009 – RETIRADA DE PAUTA | Presente | Não |
| 13/05/09 | MPV Nº 458/2009 – DVS – DEM – INCISO II ART.5º DO PLV | Presente | — |
| 13/05/09 | MPV Nº 458/2009 – DVS – PSDB – EXPR..”ANTERIOR A …. DE 2004″ CONST.INC.IV DO ART. 5º | Presente | Sim |
| 13/05/09 | MPV Nº 458/2009 – DVS – PPS – EMENDA 100 | Presente | Não |
| 13/05/09 | MPV Nº 458/2009 – DVS – DEM – §1º ART.12 PLV(EM DECORRÊNCIA, OS §§ 2º E 3º MESMO ART.) | Presente | Sim |
| 19/05/09 | PL Nº 836/2003 – SUBEMENDA SUBSTITUTIVA DE PLENÁRIO | Presente | Sim |
| 19/05/09 | PL Nº 836/2003 – DVS – PPS – EMENDA Nº 5 | Presente | Sim |
| 20/05/09 | MPV Nº 459/2009 – DVS – PT – ART. 63 DO PLV | Presente | Não |
| 20/05/09 | PEC Nº 22/1999 – SUBSTITUTIVO – PRIMEIRO TURNO | Presente | Sim |
| 26/05/09 | MPV Nº 454/2009 – REQUERIMENTO DE RETIRADA DE PAUTA | Presente | — |
NOTÍCIAS VEICULADAS NOS ÓRGÃOS DA CASA
| RÁDIO CÂMARA | |
| 18/05/09 | 14:29 – Comissão de Educação debate implantação de unidades federais de ensino tecnológico no país (01′28”) - A Comissão de Educação da Câmara discute nesta terça-feira a implantação dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia no país. Estes institutos foram criados por uma lei de 2008 para … |
| 19/05/09 | 19:30 – Implantação de institutos de educação tecnológica foi discutida em audiência pública (01′26″) - Acompanhar a implantação dos Institutos de Educação Tecnológica em todo o Brasil foi o tema central da audiência pública realizada nesta terça-feira na Comissão de Educação da Câmara.O número de … |
| 21/05/09 | 20:00 – Frente Parlamentar propõe campanha de conscientização para a questão da corrupção (02′32″) - A Frente Parlamentar de Combate à Corrupção pretende propor ao presidente da Câmara, Michel Temer, o lançamento de um movimento de conscientização dos brasileiros para a questão da corrupção por meio … |
| TV CÂMARA | |
| 26/05/09 | Expressão Nacional discute mudanças na Lei Rouanet - A proposta do Governo de mudanças na Lei Rouanet foi criticada no meio cultural, que teme interferência do Estado na escolha das obras que vão receber incentivo e ameaças ao direito autoral. Participe! Envie perguntas para 0800-619619 ou para expressaonacional@camara.gov.br. Terça, 26 de maio, às 21h30, ao vivo. |
Paulo Rubem explica que nunca defendeu animais em circo
26 de maio de 2009
Ao receber nesta terça-feira (26.5) a representante da Sociedade Mundial de Proteção Animal, Ana Junqueira, e o pai da criança que morreu no acidente com leão num circo em Recife, José Miguel, em audiência na Câmara Federal, o deputado federal Paulo Rubem Santiago explicou que houve uma interpretação equivocada dos representantes desta área, por ele ter pedido vistas ào projeto, e porque repercutiu no Blog de Júlia Kacowiz, do Diário de Pernambuco, no dia 20.5.
Segue abaixo, a resposta do deputado ao Blog e aos internautas que enviaram e-mail para o site.
CARTA ABERTA À SOCIEDADE PROTETORA DOS ANIMAIS
Tomei conhecimento da inserção na coluna de Júlia Kacowiz, do dia 20/5, que eu estaria “defendendo animais em circo”. Li também as manifestações das pessoas comentando o fato e fazendo inúmeras críticas a esse comportamento a mim atribuído. Nesse sentido, quero tranquilizá-las e com serenidade e transparência, peço a oportunidade para fazer os seguintes esclarecimentos:
1. Não defendo nem nunca defendi animais em circo. Não há um pronunciamento meu ou voto, sequer, a favor dessa matéria;
2. Precisamos com urgência, isto sim, de uma nova legislação que regule todas as formas de uso de animais para entretenimento humano no País, como também nos zoológicos, rodeios, vaquejadas, pet shops, programas de TV, cinema etc;
3. Mesmo com a necessidade dessa futura lei não vejo condições em manter animais em circos. É preciso promover sua substituição com assistência aos circos e treinamento dos seus integrantes para a substituição do uso de animais por outros números circenses;
4. Hoje há dezenas de circos que tem nos animais sua principal atração. É preciso identificá-los, cadastrá-los, assegurar bolsas para artistas circenses, intercâmbio com outros circos, para permitir que voltem a ter como sobreviver sem os animais;
5. Lembremo-nos que por trás desses circos menores e mais pobres há pessoas, artistas, famílias que não podem hoje, simplesmente, ter os circos fechados, serem agredidos pela PM quando chegam em cidades onde o uso de animais já está proibido;
6. Os atuais circos que usam animais , após identificados e cadastrados deverão ter esses animais convenientemente transferidos para instituições e ambientes que lhes garantam tratamento, alimentação e reinserção em localidades adequadas para sobrevivência e reprodução;
7. Creio que essa entidade que está me denunciando por algo que não defendo confundiu um pedido de vistas ao projeto dos circos com a aprovação do uso de animais em circo, o que é uma atitude completamente descabida e leviana. Por acaso eu não saberia que em Pernambuco a lei proíbe animais em circo, lei que ajudei a votar na Assembléia do meu estado como deputado estadual ?
8. Nunca votei em soluções fáceis nem por conveniência. Por isso faço-lhe esses esclarecimentos em nome da verdade e da adoção de providências adequadas para assegurar a integridade dos animais hoje usados em circos e assegurar também aos artistas circenses os meios necessários para que possam sobreviver com nova formatação de espetáculos que deverão substituir os atuais números apresentados com animais.
Por fim entendo que mesmo nos casos de animais totalmente domésticos não haveria meios de controle e fiscalização, pelos poderes públicos, das condições em que hoje e amanhã esses animais estariam sendo mantidos e transportados entre uma cidade e outra para onde os circos viajam fazendo suas apresentações.
Eram esses os esclarecimentos que gostaria de fazer acerca dessa onda de boatos e acusações que foram feitas ao exercício do mandato que represento na Câmara Federal, eleito pelo povo do meu estado.
Atenciosamente
Paulo Rubem Santiago
Deputado Federal PDT-PE
TV Câmara discute mudanças na Lei Rouanet na terça-feira
25 de maio de 2009
As mudanças na Lei Rouanet, proposta do Governo Federal, recebeu duras críticas no meio cultural. A preocupação é que a alteração represente uma ameaça ao direito autoral e que haja interferência do Estado na escolha das obras que vão receber incentivo. Todos esses temas vão ser debatidos no Programa Expressão Nacional, da TV Câmara, nesta terça-feira (26/5), às 21h30, ao vivo. Os interessados podem assistir ao programa pelo site www.camara.gov.br, em tempo real.
O Expressão Nacional vai abordar se o projeto vai democratizar o acesso à cultura. Já confirmaram participação os deputados Paulo Rubem Santiago (PDT-PE); Lobbe Neto (PSDB SP); Roberto Nascimento, secretário de Incentivo e Fomento à Cultura do Ministério da Cultura; e Murilo Alves Nunes, produtor cultural.
Para participar, basta enviar perguntas para 0800-619619 (ligação gratuita) ou para o e-mail expressaonacional@camara.gov.br, que elas serão respondidas ao vivo.
A lei que concede incentivos fiscais para investimentos na cultura existe há 18 anos. Para o Ministério da Cultura é importante levar em consideração aspectos subjetivos dos projetos, e atualmente só são avaliados os aspectos técnicos, como orçamento e prazo. A avaliação passaria a ser feita por comissões formadas pelo governo e sociedade.
Outro ponto polêmico: depois de três anos o governo terá o direito de uso gratuito sobre obras para fins educacionais. Hoje, além da subvenção, emissoras públicas de televisão por exemplo, têm de pagar para exibir produções que receberam incentivos da Lei Rouanet.
Mandato defende aprovação da jornada de 30hs para Profissionais de Enfermagem
25 de maio de 2009

Em ato público realizado por nossa sugestão, a Comissão de Saúde da Assembléia Legislativa de Pernambuco, presidida pelo Deputado CLODOALDO MAGALHÃES, recebeu na manhã dessa segunda-feira, após às 10hs, centenas de Profissionais de Enfermagem, estudantes e professores, unidos em defesa da aprovação do Projeto de Lei 2295, de 2000, que estabelece a jornada de 30hs para esses trabalhadores da saúde.
Recentemente já havíamos estado juntos com as entidades desses profissionais, em especial, com o Sindicato dos Enfermeiros de Pernambuco, presidido pela companheira OLÍMPIA, em Ato realizado na Câmara Federal, em Brasília, em defesa desse direito. A sessão de hoje na Assembléia foi presidida pelo Deputado ISALTINO NASCIMENTO.
Em nossa intervenção nessa manhã reiteramos a defesa do projeto, pela dignidade do Profissional de Enfermagem, para que essa jornada lhes permita trabalhar de forma mais justa, melhor, com adequada ocupação profissional. Ao mesmo tempo destacamos que a profissionalização das carreiras da saúde é uma ferramenta essencial para a consolidação do SUS, que esse ano completa 21 anos de sua criação. Demonstramos que não há no País restrições de ordem orçamentária e fiscal a impedir a concretização do direito da jornada de 30 horas. Comprovamos, com dados oficiais publicados pelo IPEA, ( www.ipea.gov.br ) orgão de pesquisa do próprio Ministério do Planejamento, que estamos gastando quase cinco vezes mais com juros da dívida pública do que com saúde e essa ordem de prioridade tem que ser invertida, com a ampliação dos gastos per capita em saúde no País e com a regulamentação em definitivo da Emenda Constitucional 29 que vincula recursos do orçamento para a saúde pública nos três níveis de governo.
Ao final lemos um cordel que escrevemos durante a sessão de Audiência Pública e que vai aqui publicado :
NESSE DIA 25, PERNAMBUCO SE LEVANTA
TRABALHANDO COM AFINCO, A INJUSTIÇA ESPANTA
ENFERMEIROS E ENFERMEIRAS VÊM AQUI MANIFESTAR
SUA PLENA CONFIANÇA QUE NÓS VAMOS APROVAR
O PL DA JORNADA, A MATÉRIA ESTÁ EXPLICADA
E NÃO HÁ COMO NEGAR
JORNADA DE 30 HORAS, SEM SALÁRIO REDUZIR
DESSA LUTA COM VITÓRIA, EU SEI NÓS VAMOS SAIR
FORÇA E MOBILIZAÇÃO, EM TODA ESSA NAÇÃO
ESSE É O CAMINHO A SEGUIR !!

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