Brasil precisa de R$ 180 bi para universalizar saneamento

29 de maio de 2008 · Imprima este texto

Por Paulo Rubem

O tema do saneamento ambiental faz parte de nossa agenda parlamentar desde quando exerci o mandato de Vereador em Recife, em 1991.

Fui autor do 1o. projeto de lei propondo a criação do Conselho Municipal de Meio Ambiente no Recife. Depois, a partir de 1995, como deputado estadual, engajei-me na luta da Frente Nacional pelo Saneamento Ambiental. No Estado combati a privatização da COMPESA e realizamos quatro audiências públicas sobre o tema do saneamento.Atuamos também junto ao Sindicato dos Urbanitários em defesa do saneamento público com investimentos e controle social.

A partir de 2003, como deputado federal, me empenhei pela aprovação do projeto de lei enviado pelo Presidente LULA, propondo novas diretrizes para a execução dos serviços de saneamento em todo o País, aí incluídos também a gestão dos resíduos sólidos.

Atuei na Comissão Especial que debateu o projeto de lei e que, posteriormente, comemorou a aprovação da Lei Federal 11.445, de 2007. Sobre essa lei já realizamos diversos seminários, com exibição de vídeos e distribuição de material, enviado a 150cidades de Pernambuco.Estivemos em Caruaru e Limoeiro debatendo o assunto.

Esta semana uma das emendas acertadas pela bancada de Pernambuco para ser inserida na Lei das Diretrizes Orçamentárias para 2009, cujo projeto de lei está em discussão na Câmara Federal, é a que apóia a realização de obras em saneamento ambiental na Região Metropolitana do Recife(14 cidades), em cidades acima de 50.000 habitantes e em consórcios intermunicipais.

A inclusão dessa emenda foi aprovada a partir de defesa que fizemos junto aos demais deputados federais de Pernambuco.

Assim sendo, quero compartilhar com nossos leitores a matéria publicada pelo site da Câmara Federal, sobre o tema do saneamento ambiental.
Boa leitura, boa ação.

………………….

Brasil precisa de R$ 180 bi para universalizar saneamento

J. Batista
Agência Câmara

A universalização do saneamento no País exigiria investimentos de cerca de R$ 180 bilhões, segundo afirmou o secretário nacional de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades, Leodegar Tiscoski. Ele informou que apenas 48% do esgoto produzido no Brasil são coletados, e somente 32% são tratados. Tiscoski participou nesta terça-feira da abertura do Seminário Conservação, Uso Múltiplo e Reuso da Água e Saneamento Básico, promovido pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.

Parte do dinheiro necessário, de acordo com Tiscoski, já está garantido por meio do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), que destinará, até o fim do atual governo, R$ 40 bilhões para o setor.

Porém, só os recursos não são suficientes para o início das obras, como informou Tiscoski. “Os estados e os municípios não estavam preparados, pois há dificuldades de gerenciamento. As empreiteiras estavam desmobilizadas, o corpo técnico e o conhecimento no setor são defasados”, disse.

Mesmo assim, segundo Tiscoski, até este momento já foram contratados quase R$ 16 bilhões em projetos de saneamento.

Resíduos sólidos

Na avaliação do secretário, a Lei de Saneamento Básico (11.445/07), aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Lula, foi um passo importante para a expansão do setor. Tiscoski alertou, no entanto, que para implantar uma política de saneamento ambiental mais ampla é necessário que o Congresso vote uma política nacional de resíduos sólidos. Segundo o Ministério das Cidades, existem cerca de mil lixões espalhados pelo Brasil, oferecendo risco aos lençóis freáticos e cursos d’água.

Contra o desperdício

No seminário, também serão debatidas formas de estimular o uso de água da chuva e a reutilização dos recursos hídricos. O deputado Paulo Teixeira (PT-SP), um dos autores do pedido de realização dos debates, explicou a importância do tema. “Por exemplo: os postos de gasolina utilizam muita água tratada, mas poderiam usar água de chuva, pois têm uma base de captação grande, que é o próprio telhado do posto”.

Além disso, segundo ele, é comum ver nas cidades brasileiras o uso de água tratada para lavar calçadas e regar plantas, o que pode ser visto como um desperdício.

O representante do Sindicato da Indústria da Construção Civil de São Paulo, Ricardo Pina, destacou que existe no setor uma demanda crescente por equipamentos que possibilitem a economia da água. De acordo com ele, é necessário trabalhar para reduzir os preços desses equipamentos, para que sejam usados em moradias populares.

Notícias relacionadas...

Comentários

Deseja fazer algum comentário?





Rss Feed Tweeter button Facebook button Myspace button Flickr button Youtube button